Leito do Oceano Atlântico "puxa ferro" e surpreende oceanógrafos
21/08/2013
Anteriormente, os oceanógrafos achavam que o fundo do Oceano Atlântico não expelisse tanto ferro como acontece em outros oceanos. No entanto, uma pluma de ferro recentemente descoberta percorrendo as profundezas sugere que o fundo do mar pode "puxar ferro" como um jovem Arnold Schwarzenegger.
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Erupções vulcânicas submarinas e os fluxos de magma no fundo do mar foram vistos pela primeira vez graças ao vídeo capturado pela NOAA. Crédito: Discovery News
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A pluma oceânica de ferro se espalha por mais de 1.000 quilômetros (621 milhas) através do Atlântico, do oeste de Angola, na África, a nordeste do Rio de Janeiro, Brasil. Rica em ferro, corre em águas com 1.500 a 3.500 metros de profundidade. A extensão total e forma da pluma de ferro ainda estão sendo investigadas.
"Nunca tinha visto nada parecido", disse Mak Saito, cientista do Woods Hole Oceanographic Institute e autor principal do estudo, em comunicado à imprensa. "Nós ficamos em uma espécie de choque, com essa enorme fonte no meio do Oceano Atlântico sul. Não sabia bem o que fazer, porque foi contrário a todas as nossas expectativas."
Rachaduras na crosta terrestre, ou fontes hidrotermais, no fundo do oceano expelem ferro. No entanto, o tipo de fonte hidrotermal veio como uma surpresa para o Woods Hole Oceanographic Institute e para a oceanógrafos da Universidade de Liverpool, que a descobriram.
A longa crista divide o Oceano Atlântico com forças geológicas que o tornam gradualmente mais amplo. Pensava-se que o lento alargamento da cordilheira meso-oceânica produzia menos ferro e outras substâncias químicas do que aberturas em regiões que se separam com maior rapidez, como o cume no Oceano Pacífico oriental.
"Este e outros estudos estão forçando a comunidade científica a reavaliar a quantidade de ferro nos oceanos atribuído às fontes hidrotermais e aumentar as estimativas, o que tem implicações não só para a geoquímica de ferro, mas para uma série de outras disciplinas, bem", disse Saito.
A pluma de ferro do Oceano Atlântico pode fornecer um banquete para o fitoplâncton oceânico, minúsculos organismos semelhantes a algas que formam a base da cadeia alimentar marinha.
O fitoplâncton fornece alimento para o zooplancton, peixes e baleias. O plâncton também sequestra grandes quantidades de dióxido de carbono e quando morre transporta esse carbono com ele para o fundo do oceano.
VÍDEO: Cientista líder do projeto fala sobre a descoberta por trás das imagens explosivas.
Fonte: Discovery News







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